O gosto por este tipo de moto levou-me a uma exaustiva escolha, resumida a dois modelos.
A Triumph Bonneville e a Moto Guzzi V7.
Surgiu a oportunidade de testar a V7, na versão Stone (que por acaso é a que mais me agrada) e não me fiz rogado. Vamos a ela!
Estética:
A moto é simplesmente fabulosa esteticamente. O motor em V faz com que tenha um aspecto imponente. Nas fotos da internet parece que a moto é estreita, mas é puro engano. É larga e "potente". As cabeças saem para fora e dá-lhe um aspecto de moto "grande".
A versão clássica tem jantes de raios e mais cromados, mas esta Stone tem um preto basso que fica muito bem e todos os pormenores estão nesse tom. Incluindo as jantes, que são também pretas.
Resumindo: Linda de morrer!
Motor:
Com 48,8 cavalos, não se esperaria grande comportamento desta moto. Nada mais enganador.
Tendo ponto de comparação, já que a NC700X tem sensivelmente a mesma potência, este motor é bastante mais vivo. Talvez seja pelo regime mais alto em que funciona.
Quando se liga a moto ficamos logo envolvidos na música do motor! Que som maravilhoso! Forte, redondo, espectacular! Este barulho irá manter-se durante todo o teste, pelo que é fantástico.
Ainda parada, ao dar uma "gazada" de acelerador, ela até dá "coices". Muito engraçado!
Em andamento nota-se que este motor é muito dinâmico. Menos suave que o da X (e quando voltei para ela ainda tive mais a certeza disso) mas mais rotativo. Parece que tem mais força, apesar de não ter.
Eu estou habituado a um motor menos rotativo, pelo que aqui até dou o beneficio da dúvida se não seria a adrenalina de ter mais rotação que me deu essa sensação. Mas não me parece. Era de facto mais rápida.
Apesar disso, o motor não é tão suave como a NC, mas suave o suficiente (aliás, como já tinha lido nos testes). Tem "sangue na guelra" este motor. Nervoso e suave qb. Penso que os engenheiros da Moto Guzzi estão de parabéns, pois encontraram um bom equilíbrio entre as duas coisas.
As passagens de caixa são maravilhosas, mas sobre isso falarei mais à frente.
Quanto ao binário, foi o que já pensava. Um motor com 748cc e esta potência seria de esperar um bom binário e não me desiludiu. Tentei recuperações em mudanças altas e ela não se queixa, subindo com ligeireza. Tem um pouco menos de binário que a X, mas muito bom.
O depósito leva 17 litros, o que permite uma boa autonomia.
As revisões são de 10.000 em 10.000 km, o que me parece bom.
Transmissão:
Nunca tinha conduzido uma moto com veio de transmissão. Apercebi-me bem o que andei a perder!
A primeira impressão foi estranha. Nem conseguia arrancar bem! Já ao parar era estranho ao colocar a primeira. parece que ainda tinha mais mudanças para baixo!
Mas essa situação durou pouco. Habituei-me logo a isso!
Em andamento é que foi a surpresa! As passagens de caixa são suaves, muito bom!! A caixa é boa e precisa, ajudada por este pequeno "grande" pormenor, que para mim faz a diferença (para melhor). Fiquei encantado!
Quadro/Suspensão/Ciclistica:
A moto é baixa. Colocamos os pés no chão completamente e as manobras ficam muito facilitadas.
O centro de gravidade é baixo também e como tal, esta moto torna-se muito boa de se manusear parada.
A suspensão cumpre bem a sua missão, se bem que é ajustável e isso faz com que facilmente se chegue a um compromisso. Eu achei um pouco duro, mas não estive para parar para alterar.
Já em andamento, fiquei algo espantado com o seu comportamento em curva. Fiz vários tipos de curva e bastantes rotundas e aos poucos estiquei-me cada vez mais. Boa sensação de segurança e ao andar um pouco parece que conhecemos a moto à muito tempo. E claro que eu estava com cuidado pois não me apetecia entrar em despesas.
A posição de condução é muito melhor que esperava. Andamos confortáveis e direitos o suficiente. Não é uma moto para viagens, mas acho que se safa bem em trajectos de 300/400 km num dia!
Travões:
São Brembo e nada mais há a dizer. Travagem potente com os travões evoluídos já em malha de aço. Pena não ter ABS, nem como opção.
Instrumentação:
Como é normal neste tipo de moto, falta o relógio! Mas o resto está lá e é de fácil leitura!
Tem conta-rotações e velocímetro! O que é mais preciso, certo?
O que se pede a uma moto deste estilo? Um farol redondo, dois manómetros e siga? Pois é!
Qualidade dos materiais:
Os materiais desta moto são de excelente qualidade, como se exige a uma moto destes valores. A marca mostrou cuidado e nada foi deixado ao acaso. os fios desapareceram e os que aparecem estão alinhados e direitinhos. Os cromados parecetram-me de excelente qualidade também (mas isso só o tempo o dirá).
Não há limalhas nem coisas por limar. Está tudo no sítio e a montagem perfeita.
Outras considerações:
O banco é, para mim, o calcanhar de Aquiles desta moto! É muito duro! Nada que uma ida ao estofador de Sacavém não resolva. ;)
Pontuações (0 a 10) e Conclusão:
Conforto: 8 (devido ao banco)
Caixa de Velocidades: 9
Qualidade de material: 9
Motor: 8
Travagem: 8
Estética: 10
Desempenho: 9
Consumos: Não medi, mas pelo stand, faz 5 litros misto.
Esta moto LINDA e muito divertida!
Para quem gosta do género vai ficar maravilhado com esta menina.
Com um preço dentro do normal, e um IUC mais baixo (54€) e a manutenção espaçada, é um forte concorrente e sem dúvida uma opção a ter em conta! A Bonnie que se cuide!!
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 8 de março de 2012
HONDA CROSSTOURER 1200 - TEST DRIVE by André Lino
Honda CrossTourer 1200 by André Lino - Test Ride
Cheguei de mais um test-drive, desta vez à lindissima "Tourer" da Honda. Teste de 30 mins em cidade e estrada nacional, num percurso habitual onde costumo testar todas as motas da Linhaway.
Peso: Nota negativa.Devido ao peso que apresenta, depressa concluí que esta mota tem poucas aptidões para estrada de montanha com curvas técnicas e/ou fechadas. O seu peso está bem presente e mesmo em cidade é preciso ter cuidado. Esta 1200 apela ao bom senso do condutor, pelo que em cidade ela quer é andar nas calmas.
Nas curvas fechadas ou rotundas, a Tourer não confere muita confiança ao seu condutor. A uma dada inclinação ela parece que quer cair o que nos obriga a realizar uma "compensação" para o lado oposto, o que é desagradável.
Na marginal, aproveitando as suas curvas abertas, a Tourer mostrou-se uma agradável surpresa. É possivel circular a 140/150 kmh com uma estabilidade exemplar. É este o ambiente onde a Tourer se poderá destacar das suas rivais.
TRAVÕES e SUSPENSÕES: Acima da média.Este travões mostraram-se bastante eficazes nas travagens que efectuei, muitas delas nas descidas , e com "tudo". O ABS foi accionado mas não se mostrou muito intrusivo. A travagem combinada é simplesmente excelente e as suspensões também conseguem efectuar um excelente trabalho de modo a conseguir imobilizar os muitos quilos que esta 1200 apresenta.
O peso faz-se sentir na curva contra curva e aqui penso que o amortecedor podia ter um "toque" menos suave, mas nada que a respectiva afinação não resolva.
Considero os travões e suspensões o ponto forte desta mota onde as suspensões combinam com o caracter estradista da Tourer, conferindo uma segurança acima da média.
PNEUS: Nota positiva.Pneus bastante conhecidos: Battlewing. Acho que neste capitulo o que lhe ficava mesmo bem era uns pneus de estrada. Estes pneus nao me convenceram mas são suficientes...
MOTOR: Tema que pode criar mais controvérsia. Dependendo dos gostos do condutor esta Tourer pode ser amada ou odiada, devido precisamente ao seu motor.
Red-line às 8.500rpm.
Não gosta de andar abaixo das 3.000rpm. Em cidade notamos que falta ali qualquer coisa. Para uma mota com roda 19 e jantes de raios, convinha o motor mostrar maiores capacidades nos baixos regimes para um eventual off-road. Visto este motor se revelar apático neste regime não se compreende como a Honda apostou numa jante de raios com roda 19. Abaixo das 2.000rpm e em 2ª mudança sente-se o motor a bater.
"Grey area" entre as 3.000 e as 4.000 rpm. Aqui nota-se que o motor começa a mostrar vida, prestes a atingir o seu "potencial de acção". Infelizmente em cidade e com velocidades legais andamos entre as 2.000 e as 3.500rpm....... ou seja, quase sempre em segunda.
Às 4.000rpm o motor dispara. Tudo começa a andar muito rápido até que às 6.000rpm(2.5000rpm antes do red-line) ocorre outro "disparo". É acima das 4.000 rpms que sentimos o "suminho" que este motor nos tem para oferecer. É realmente fantástico e obriga-nos a debrucar sobre o depósito. Infelizmente, em estrada de montanha com curvas fechadas este motor deixa-nos um pouco desiludidos pois obriga-nos a andar sempre com "uma abaixo". Em curvas abertas, é perfeitamente possivel circular-mos acima das 4.000rpm e usufruir da vitamina que este motor tem para oferecer.
É um motor com um toque desportivo, como tal, o condutor tem que possuir alguns requesitos, nomeadamente, gostar de "enrolar punho" e, sobretudo, possuir experiência de condução para conseguir lidar com o peso que esta mota possui e ao mesmo tempo com um motor que não se mostra muito amigo para o comum dos viajantes.
Considerações finais e comparativos: Penso que se trata de um dos modelos que mais controvérsia poderá causar devido ao caracter desportivo do motor. Uns irão odiar, outros poderão amar. Penso que esta mota não será adequada para o tipico viajante aventureiro. É uma mota com um caracter estradista onde não se compreende como foi possivel equipar uma roda 19 e jantes de raios. Mesmo para o viajante tipicamente estradista, sou da opinião que esta mota devia ser melhor equilibrada ao nivel do motor, principalmente abaixo das 4.000rpms Sobretudo devido ao Peso da mota, Possibilidade de transportar carga e pendura onde é vital sentir a presença do binário. Parece ser o motor do "tudo ou nada". "Tudo" para cima das 4.000rpm e "Nada" para baixo das 4.000rpm.O vidro tem 2 posições, a posição mais alta confere uma protecção aerodinamica adequada até aos 120kmh. O seu conforto é elevado, nota muito positiva para o banco e posição dos braços, pernas e tronco. No geral, é uma boa mota (apesar de não me identificar com ela enquanto Maxi-trail) mas que não vale os 14.000€ pedidos .Finalmente, não consigo deixar de a comparar com alguns outros modelos também bastante conhecidos:
Considero a Ciclista da Varadero superior ao da Tourer.Considero o motor da KTM990ADV superior ao da Tourer ao nivel das baixas.A Tourer perde no arranque mas depressa apanha a sua rival e nem tempo existe para tirar uma mão do guiador para dizer "adeus".Tanto a A KTM990ADV como a Varadero revelam melhores "aptidões" para a cidade ao nivel do motor, contudo, sai beneficiada em relação à varadero e KTM pelas suas dimensões mais reduzidas.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Suzuki Van Van 125
SUZUKI RV 125
VAN VAN
Com a adesão ao mercado das motas por parte de muitos condutores com carta automóvel, que até á pouco tempo não se viam deslocar através de duas rodas, venho falar da Suzuki RV 125 Van Van.
Apesar do preço passar os 3.500€, esta pequena Suzuki pode tornar-se numa solução económica, tendo em conta o baixo consumo, cerca de 3 lts. aos 100 kms. , aliado a uma manutenção simples e barata.
Inspirada nos modelos Scrambler dos anos 70, esta Van Van, apresenta nesta ultima versão, um motor monocilindrico de injecção de combustível, com 12 cvs de potência e uma caixa de 6 velocidades.
Característica que salta imediatamente á vista são os largos pneus que equipam a mota, bem como o depósito estreito, capaz de levar 9 litros de gasolina, que permitem uma autonomia entre 220/280 kms.
Na estrada, apesar de ser lenta no arranque, com o trocar de mudanças, o motor começa a libertar-se, permitindo rodar nos 60/80, com alguma resposta do motor, para efectuar ultrapassagens.
A velocidade máxima de 115 kms./hora é conseguida em 6ª velocidade, sendo necessário para tal, uma boa recta com alguma inclinação.
Nas subidas sente-se a fraca potência do motor, sendo necessário recorrer á caixa, para a manter a puxar, mas a velocidade aí cai bastante. Com pendura a situação ainda piora mais.
O largo, confortável e comprido banco permite andar com pendura com um certo á vontade, só o motor não ajuda da mesma forma. Tratando-se de uma 125 não se pode exigir muito mais. Sempre dá para dar uma boleia até á praia. Até porque na traseira existe um porta bagagens, que permite levar alguma bagagem com uma aranha, ou até aplicar uma top case, o que não irá beneficiar no bom aspecto que a mota apresenta sem ela.
A caixa de velocidades é suave, e de fácil accionamento, com o senão do pedal estar demasiado alto, é necessário levantar muito o pé para recorrer á troca de mudanças.
Em andamento a mota é confortável, a suspensão macia, torna os buracos e deficiências da estrada, quase inotáveis.
No que diz respeito á travagem, funciona bem, apesar de a traseira não dispor de disco, mas sim tambor, na frente o disco único, bloqueia depressa, fazendo a roda fugir, requer alguma habituação.
Os acabamentos da mota são bons, semelhantes aos modelos maiores da marca Nipónica, de salientar a potência do farol da frente, dá uma iluminação excelente.
Apresentando pneus trail, e um aspecto off-road, tornou-se obrigatório pô-la em maus caminhos. Apesar de haver motos muito mais adequadas para o efeito, a verdade é a Van Van não se nega, e roda sobre piso solto de pedra ou terra sem dificuldade. Como a mota é baixa, andar em pé, requer ir demasiado dobrado, muito tempo, torna-se desconfortável. A pouca altura do motor até ao solo, tambem a faz raspar nas pedras mais salientes que se podem encontrar.
Conclusão, esta RV125 é uma mota engraçada que não passa despercebida onde passa. Tem as suas limitações naturais, mas pode ser uma boa escolha para iniciados, ou até alguem, que queira uma mota simples e económica.
Aqui o video da Van Van:
http://youtu.be/KCREx8nkQu0
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Honda NC700X

A curiosidade sobre a Honda NC 700 X começou logo nas primeiras fotos vistas na net. Os números que surgiram criavam muita expectativa sobre o modelo, consumos abaixo dos 4 litros aos 100 kms., autonomia de 400 kms. e especialmente o preço, 6.000€. Menos positivo até experimentar, era a potencia declarada de 51 cvs. Ficava a duvida se chegava para tirar algum prazer na condução da mota, ou se seria apenas uma moto económica e utilitária.
O aspecto bem actual da mota agradou-me, posição condução alta, pneus de estrada, espaço para o capacete onde devia estar o depósito da gasolina, agora colocado debaixo de banco, senão for o capacete, sempre lá cabem outros utensílios.
Passei algumas horas até ao dia de poder experimentar a 700X a pesquisar na net toda a informação possível sobre a mota, o conceito criado de Crossrunner Urbana agradava-me, mas a duvida sobre a resposta do motor continuava presente na minha cabeça.
Na data anunciada para estar disponível para teste drive, no concessionário Lopes e Lopes em Mem Martins, 3 de Dezembro lá estava eu, ansioso por ver pela primeira vez a mota ao vivo, e experimentá-la, claro!
Logo na entrada, a NC 700X branca, não fosse a minha cor preferida, encantou-me pela aspecto de MOTA que tem, se o preço é “pequeno”, não se deixa intimidar por modelos mais conhecidos e com maior cilindrada ou preço. Não apresenta luxos, tem apenas o essencial mas tudo no sitio certo, gostei especialmente do espaço criado no falso deposito para o capacete, e da traseira da mota, bastante limpa.
Passado uns minutos a mirá-la, chega ao parque outra branquinha, e o som bem acentuado, chamou-me logo a atenção. Que linda! Pensei de imediato.
Agora vou eu, pôr capacete, sentar, e a sensação que tudo se encaixa, é imediata. Assim que arranquei o som fez-se notar, convidando a acelerar, meti-me no IC-19, e acelerador a fundo, na 3ª a mota “corta”, penso que é falta de gasolina, olho para os manómetros digitais vejo que está cheia, afinal não, está é no red line, meto 4ª e lá vai ela de novo a roncar, até rapidamente cortar de novo, começo a perceber que não é preciso puxar tanto por ela, e até ao final já não voltou a acontecer. Na subida da IC-30 puxo por ela, punho enrolado, e ficou-se nos 140/150, mesmo assim deu para me livrar facilmente dos enlatados que por lá circulavam.
Uma voltinha até Sintra, o arranque da mota nas saídas das rotundas impressiona, não é fácil andar devagar na 700X, super divertida no pára arranca, ágil e leve a curvar e ultrapassar, quem diria que tem mais de 200 kgs.! O banco é confortável, um pouco escorregadio, mas isso pode ajudar na “diversão” nas estradas mais sinuosas.
A travagem não compromete, mas convém conjungar o travão traseiro com o frontal, que apresenta apenas um disco grande e bonito.
De volta ao IC-30, vamos lá ver de que és capaz, puxando todas as mudanças de velocidade, até á 6ª até bem perto do red-line, sem deixar cortar, em pouco estava nos 180, já tinha lido que chegava aos 190, o modelo testado tinha apenas 150 kms., nos 180 só tinha umas 1.000RPM até á marca vermelha, 182,184, já não dá mais, mas ainda consegui ver por segundos o 185 kms./hora! Depois da rodagem inicial acredito que o valor suba. E já estava na saída para o IC-19….
A protecção aerodinâmica, satisfaz, o mini ecran assenta perfeitamente na mota, a 120/140 basta baixar um pouco a cabeça e estamos “protegidos”, daí para cima, não adianta contar com ele. Mas esta mota não foi feita para essas velocidades, quem quiser andar rápido e sem apanhar vento, tem muitas opcções.
No IC, a mota dribla no trânsito tão facilmente, que rapidamente estou á porta do Stand, com um sorriso de orelha a orelha. Se há motas, que me identifiquei prontamente, esta NC 700 X, foi uma delas.
Conclusão, esta Honda faz tudo que lhe peçam, de um modo modesto e divertido, a um preço ultra “leve” .
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Honda NC700X by Bento
Bom pessoal, não resisti. Liguei para a Honda, já lá tinham a mota e lá fui eu.
Quando cheguei lá a 1ª impressão foi "que show, em preta fica LINDA". Gostei ainda mais dela ao vivo que em foto. realmente a mota está muito bem conseguida.
Dois dedos de prosa com o Sr. Paulo da Motorsal e siga que se faz tarde.
A primeira sensação quando me sento nela foi que era maior e mais larga do que eu pensava o que achei muito agradável. Estava com "medo" de a achar muito pequenina pois como sabem gosto de motas grandes. Começou bem.
Meto a mota a trabalhar e gostei do que ouvi embora gostasse que rugisse um pouco mais alto (deve ser por ter vindo de zuma hoje :D). Meto a 1ª e penso que é uma Honda e está tudo dito. A Honda tem para mim as melhores caixas de velocidades neste mundo das 2 rodas e esta não desiludiu. Suave e ao mesmo tempo decidida na medida certa a juntar uma embraiagem macia.
Começo a rolar e com a "tesão do mijo" lá me aconteceu o que tem acontecido a todos que foi leva-la ao corte. Não gostei assim muito deste pormenor mas não deixa de ser apenas e só uma questão de hábito. O motor achei o que estava á espera depois de tudo o que li. Parece ter mais que os 51cv mas também não é um poço de força. Tem a potência que tem e pronto. O que gostei mais foi a disponibilidade deste, está sempre lá (pelo menos até aos 140).
Os travões achei excelentes. Bem doseados e bastante eficazes. Muito inteligente a opção da Honda de meter apenas 1 disco na frente porque assim também torna a manutenção mais barata e a potência está lá toda para tudo o que for necessário.
Andei por algumas rotundas, rectas grandes e um pouco no trânsito. Dei 170Km/h, chegou lá com facilidade mas o que mais gostei e foi o meu focus no teste foi andar na casa dos 100 e tentar ultrapassagens e recuperações e senti que chega perfeitamente. Responde muito bem em 6ª a 90Km/h para fazer face aos apertos que possam surgir.
Em 6ª às 2000rpm ela responde mas com o motor a bater um pouco e embora não incomode podia ser um pouco melhor.
A nível de protecção aerodinâmica achei que é muito baixa e estreita. Para passeios a velocidades baixas chega mas a partir dos 140 nota-se muito na cabeça e ombros. Nada de mais já que esta mota, para mim, não seria para andar a essas velocidades como regra.
A estabilidade em altas também notei o que já foi falado. Nota-se que ela começa a querer "bailar" a partir dos 160, o que também não me parece mal, no entanto podia ser melhor.
O meu capacete coube bem mas o portátil não coube. Pelo que vi, para caber tem de ser no máximo um de 13".
Portanto a minha nota final é muito positiva. Sabia ao que ia e não me senti defraudado. Facilmente, se a Troika deixasse, esta mota estaria na minha garagem para uma utilização diária.
Com este consumos e com este preço gostei mesmo muito. Pela positiva destaco também os acabamentos da mota ao estilo que a Honda nos tem acostumado ultimamente, muito bons mesmo. Muito superiores ao que esperava de uma motas destes preços.
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