sábado, 14 de janeiro de 2012

Suzuki Van Van 125







SUZUKI RV 125







VAN VAN








































Janeiro 2012







Com a adesão ao mercado das motas por parte de muitos condutores com carta automóvel, que até á pouco tempo não se viam deslocar através de duas rodas, venho falar da Suzuki RV 125 Van Van.
Apesar do preço passar os 3.500€, esta pequena Suzuki pode tornar-se numa solução económica, tendo em conta o baixo consumo, cerca de 3 lts. aos 100 kms. , aliado a uma manutenção simples e barata.
Inspirada nos modelos Scrambler dos anos 70, esta Van Van, apresenta nesta ultima versão, um motor monocilindrico de injecção de combustível, com 12 cvs de potência e uma caixa de 6 velocidades.
Característica que salta imediatamente á vista são os largos pneus que equipam a mota, bem como o depósito estreito, capaz de levar 9 litros de gasolina, que permitem uma autonomia entre 220/280 kms.
Na estrada, apesar de ser lenta no arranque, com o trocar de mudanças, o motor começa a libertar-se, permitindo rodar nos 60/80, com alguma resposta do motor, para efectuar ultrapassagens.
A velocidade máxima de 115 kms./hora é conseguida em 6ª velocidade, sendo necessário para tal, uma boa recta com alguma inclinação.
Nas subidas sente-se a fraca potência do motor, sendo necessário recorrer á caixa, para a manter a puxar, mas a velocidade aí cai bastante. Com pendura a situação ainda piora mais.
O largo, confortável e comprido banco permite andar com pendura com um certo á vontade, só o motor não ajuda da mesma forma. Tratando-se de uma 125 não se pode exigir muito mais. Sempre dá para dar uma boleia até á praia. Até porque na traseira existe um porta bagagens, que permite levar alguma bagagem com uma aranha, ou até aplicar uma top case, o que não irá beneficiar no bom aspecto que a mota apresenta sem ela.
A caixa de velocidades é suave, e de fácil accionamento, com o senão do pedal estar demasiado alto, é necessário levantar muito o pé para recorrer á troca de mudanças.
Em andamento a mota é confortável, a suspensão macia, torna os buracos e deficiências da estrada, quase inotáveis.
No que diz respeito á travagem, funciona bem, apesar de a traseira não dispor de disco, mas sim tambor, na frente o disco único, bloqueia depressa, fazendo a roda fugir, requer alguma habituação.
Os acabamentos da mota são bons, semelhantes aos modelos maiores da marca Nipónica, de salientar a potência do farol da frente, dá uma iluminação excelente.
Apresentando pneus trail, e um aspecto off-road, tornou-se obrigatório pô-la em maus caminhos. Apesar de haver motos muito mais adequadas para o efeito, a verdade é a Van Van não se nega, e roda sobre piso solto de pedra ou terra sem dificuldade. Como a mota é baixa, andar em pé, requer ir demasiado dobrado, muito tempo, torna-se desconfortável. A pouca altura do motor até ao solo, tambem a faz raspar nas pedras mais salientes que se podem encontrar.
Conclusão, esta RV125 é uma mota engraçada que não passa despercebida onde passa. Tem as suas limitações naturais, mas pode ser uma boa escolha para iniciados, ou até alguem, que queira uma mota simples e económica.

Aqui o video da Van Van:

http://youtu.be/KCREx8nkQu0

Carlos Tavares

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Triumph - Tiger 800 by Max

O meu pequeno e simples relato, é baseado numa pequena volta em torno do AIA, em Portimão.

Apesar de muito simpáticos e prestáveis, apenas tinham para test-drive a versão normal da Tiger 800. Posto isto lá fui dar uma volta na Tiger.

No geral, gostei mas não me vai tirou o sono, se é que me entendem. Talvez a expectativa fosse damasiado elevada ou então não tive tempo para explorar muito bem a referida moto.

Tem uma travagem digna de uma MOTA, nada como a V-Strom, o abs funciona bem sem se sentir muito, a suspensão é porreira, o vidro apesar de ser pequeno não senti assim muita força do vento (só dei 140) mas mesmo assim não me pareceu mau e o vidro mais alto resolveria isso. A caixa é sublime, nunca tinha conduzido uma mota com a caixa tão macia (quando olhei para o visor ia em 6 quando pensava que ia em 3, talvez por ter dado vários toques na mesma e nem a sentir). Talvez se deva ao facto de não ter experimentado um leque de motas e/ou marcas muito variado.

Agora o Motor: pois, habituado à vibração dos motores em V, ainda mais associando este conceito ao tipo de mota e depois aquilo parece uma mota de velocidade. Nem se sente. Gostei mas requer habituação para poder desfrutar dele. Uma coisa que notei é que estava vento e a mota abanava muito mais que a V-Strom (e pelo sim pelo não fui fazer a mesma volta com a minha) se calhar tem mais "lastro" lol

… e prontos, é isso, gostei do bicho mas não fiquei com vontade de trocar, apesar de superar em muito a V-Strom… :)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Honda NC700X



A curiosidade sobre a Honda NC 700 X começou logo nas primeiras fotos vistas na net. Os números que surgiram criavam muita expectativa sobre o modelo, consumos abaixo dos 4 litros aos 100 kms., autonomia de 400 kms. e especialmente o preço, 6.000€. Menos positivo até experimentar, era a potencia declarada de 51 cvs. Ficava a duvida se chegava para tirar algum prazer na condução da mota, ou se seria apenas uma moto económica e utilitária.
O aspecto bem actual da mota agradou-me, posição condução alta, pneus de estrada, espaço para o capacete onde devia estar o depósito da gasolina, agora colocado debaixo de banco, senão for o capacete, sempre lá cabem outros utensílios.
Passei algumas horas até ao dia de poder experimentar a 700X a pesquisar na net toda a informação possível sobre a mota, o conceito criado de Crossrunner Urbana agradava-me, mas a duvida sobre a resposta do motor continuava presente na minha cabeça.
Na data anunciada para estar disponível para teste drive, no concessionário Lopes e Lopes em Mem Martins, 3 de Dezembro lá estava eu, ansioso por ver pela primeira vez a mota ao vivo, e experimentá-la, claro!
Logo na entrada, a NC 700X branca, não fosse a minha cor preferida, encantou-me pela aspecto de MOTA que tem, se o preço é “pequeno”, não se deixa intimidar por modelos mais conhecidos e com maior cilindrada ou preço. Não apresenta luxos, tem apenas o essencial mas tudo no sitio certo, gostei especialmente do espaço criado no falso deposito para o capacete, e da traseira da mota, bastante limpa.
Passado uns minutos a mirá-la, chega ao parque outra branquinha, e o som bem acentuado, chamou-me logo a atenção. Que linda! Pensei de imediato.
Agora vou eu, pôr capacete, sentar, e a sensação que tudo se encaixa, é imediata. Assim que arranquei o som fez-se notar, convidando a acelerar, meti-me no IC-19, e acelerador a fundo, na 3ª a mota “corta”, penso que é falta de gasolina, olho para os manómetros digitais vejo que está cheia, afinal não, está é no red line, meto 4ª e lá vai ela de novo a roncar, até rapidamente cortar de novo, começo a perceber que não é preciso puxar tanto por ela, e até ao final já não voltou a acontecer. Na subida da IC-30 puxo por ela, punho enrolado, e ficou-se nos 140/150, mesmo assim deu para me livrar facilmente dos enlatados que por lá circulavam.
Uma voltinha até Sintra, o arranque da mota nas saídas das rotundas impressiona, não é fácil andar devagar na 700X, super divertida no pára arranca, ágil e leve a curvar e ultrapassar, quem diria que tem mais de 200 kgs.! O banco é confortável, um pouco escorregadio, mas isso pode ajudar na “diversão” nas estradas mais sinuosas.
A travagem não compromete, mas convém conjungar o travão traseiro com o frontal, que apresenta apenas um disco grande e bonito.
De volta ao IC-30, vamos lá ver de que és capaz, puxando todas as mudanças de velocidade, até á 6ª até bem perto do red-line, sem deixar cortar, em pouco estava nos 180, já tinha lido que chegava aos 190, o modelo testado tinha apenas 150 kms., nos 180 só tinha umas 1.000RPM até á marca vermelha, 182,184, já não dá mais, mas ainda consegui ver por segundos o 185 kms./hora! Depois da rodagem inicial acredito que o valor suba. E já estava na saída para o IC-19….
A protecção aerodinâmica, satisfaz, o mini ecran assenta perfeitamente na mota, a 120/140 basta baixar um pouco a cabeça e estamos “protegidos”, daí para cima, não adianta contar com ele. Mas esta mota não foi feita para essas velocidades, quem quiser andar rápido e sem apanhar vento, tem muitas opcções.
No IC, a mota dribla no trânsito tão facilmente, que rapidamente estou á porta do Stand, com um sorriso de orelha a orelha. Se há motas, que me identifiquei prontamente, esta NC 700 X, foi uma delas.
Conclusão, esta Honda faz tudo que lhe peçam, de um modo modesto e divertido, a um preço ultra “leve” .

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Honda NC700X by Bento


Bom pessoal, não resisti. Liguei para a Honda, já lá tinham a mota e lá fui eu.
Quando cheguei lá a 1ª impressão foi "que show, em preta fica LINDA". Gostei ainda mais dela ao vivo que em foto. realmente a mota está muito bem conseguida.
Dois dedos de prosa com o Sr. Paulo da Motorsal e siga que se faz tarde.
A primeira sensação quando me sento nela foi que era maior e mais larga do que eu pensava o que achei muito agradável. Estava com "medo" de a achar muito pequenina pois como sabem gosto de motas grandes. Começou bem.
Meto a mota a trabalhar e gostei do que ouvi embora gostasse que rugisse um pouco mais alto (deve ser por ter vindo de zuma hoje :D). Meto a 1ª e penso que é uma Honda e está tudo dito. A Honda tem para mim as melhores caixas de velocidades neste mundo das 2 rodas e esta não desiludiu. Suave e ao mesmo tempo decidida na medida certa a juntar uma embraiagem macia.
Começo a rolar e com a "tesão do mijo" lá me aconteceu o que tem acontecido a todos que foi leva-la ao corte. Não gostei assim muito deste pormenor mas não deixa de ser apenas e só uma questão de hábito. O motor achei o que estava á espera depois de tudo o que li. Parece ter mais que os 51cv mas também não é um poço de força. Tem a potência que tem e pronto. O que gostei mais foi a disponibilidade deste, está sempre lá (pelo menos até aos 140).
Os travões achei excelentes. Bem doseados e bastante eficazes. Muito inteligente a opção da Honda de meter apenas 1 disco na frente porque assim também torna a manutenção mais barata e a potência está lá toda para tudo o que for necessário.
Andei por algumas rotundas, rectas grandes e um pouco no trânsito. Dei 170Km/h, chegou lá com facilidade mas o que mais gostei e foi o meu focus no teste foi andar na casa dos 100 e tentar ultrapassagens e recuperações e senti que chega perfeitamente. Responde muito bem em 6ª a 90Km/h para fazer face aos apertos que possam surgir.
Em 6ª às 2000rpm ela responde mas com o motor a bater um pouco e embora não incomode podia ser um pouco melhor.
A nível de protecção aerodinâmica achei que é muito baixa e estreita. Para passeios a velocidades baixas chega mas a partir dos 140 nota-se muito na cabeça e ombros. Nada de mais já que esta mota, para mim, não seria para andar a essas velocidades como regra.
A estabilidade em altas também notei o que já foi falado. Nota-se que ela começa a querer "bailar" a partir dos 160, o que também não me parece mal, no entanto podia ser melhor.
O meu capacete coube bem mas o portátil não coube. Pelo que vi, para caber tem de ser no máximo um de 13".
Portanto a minha nota final é muito positiva. Sabia ao que ia e não me senti defraudado. Facilmente, se a Troika deixasse, esta mota estaria na minha garagem para uma utilização diária.
Com este consumos e com este preço gostei mesmo muito. Pela positiva destaco também os acabamentos da mota ao estilo que a Honda nos tem acostumado ultimamente, muito bons mesmo. Muito superiores ao que esperava de uma motas destes preços.