quinta-feira, 4 de abril de 2013

Test Ride BMW R 1200 GS 2013



Chegou à altura de experimentar o novo modelo da BMW R1200 GS, modelo revolucionário da marca por vir com refrigeração líquida, quebrando o seguimento da filosofia seguida durante anos.
Depois de muito ler e ter ido á apresentação nacional, á hora marcada o Luís Emídio da Bomcar depois de uma breve explicação, entregou-me a moto (e cartão frota), para fazer um teste á maquina que direccionei à cidade e às vias rápidas adjacentes a Leiria.

Primeiro contacto, tenho cerca de 1,90m e três dígitos de peso, “sentei-me” como uma luva, a máquina é mais estreita que as anteriores (Experimentei GS850, 1100, 1150, e a anterior 1200) as pernas ficam bastante protegidas pelos novos cilindros mais “compostos” e pelas linhas dos plásticos, os comandos, está tudo lá no sítio, fácil e intuitivo.



A estética desta moto é pouco consensual, uns amam, outros odeiam, no meu ver está tudo estudado ao pormenor, plásticos muito trabalhados e com muito bom acabamento, não gostei de ver o interior dos discos com alguma ferrugem, mota nova, nota negativa. O painel é totalmente novo, excelente visibilidade com muita informação, pena não ter informação do consumo instantâneo.



Os “fâns do ar” que me perdoem, mas motor, potencia, deixa o anterior a milhas, a resposta é instantânea, “modo road” em cidade senti o motor com um ligeiro bater, mal mudei para “modo rain” sete estrelas, este modo com o Esa em modo julgo denominado “soft” torna esta moto uma delicia em cidade, fiz umas brincadeira desde subir e descer passeios e escadas em posição de pé existe um total controlo e á vontade no domínio da maquina, já no modo “road” é “muito fácil” numa passadeira desnivelada dar um pouco de gás e sair com a roda da frente no ar, espectacular.
O som emitido pelo silenciador, faz lembrar uma 450 de enduro, o motor parece que não tem atritos, a máquina que andei tinha perto de 500km, este subia de rotação tal uma máquina de competição, com um som novo lindo que ao passar busca olhares. Continuando em cidade a ciclistica é mais do mesmo, ou seja de topo, o ABS junto com o Controlo de Tracção (opcional) dão sensação da moto estar colada ao chão, por varias vezes travei em curva, o conjunto não mexe é dar gás e deitar, deitar, qualquer rotunda parece um “poço da morte” apetece “rotundar” sem sair pois tal é a facilidade de deitar e emendar trajectórias, fabuloso, um nó de acesso é uma delicia, curva, curva, deita e deita, sempre em mente que se for preciso travar, a maquina para sem novidades ou atravessanços, nota 10 para a segurança.

A transmissão ficou mais macia em relação á antecessora, andei a “anhar” duas vezes para encontrar o ponto morto, mas isso acontece em todas as maquinas pouco rodadas, A maquina só tem 6 velocidades, só porque em estrada a sexta faz tudo… tal é o binário que nas longas rectas que antecedem a Bomcar, saí da abertura de uma via para duas em 6ª… e depois de atingir 200km/h às 7000 e poucas rpm procurei de novo a 6ª, sendo que o motor faz 9500, vamos ver muitas GS na boa a 220 ou mais, caso os radares deixem. No entanto acho que esta maquina em curvas e contra curvas vai deixar muita boa gente para trás isso vai aí vai ser rainha de certo.


Consumo mostrou 7,1l/100km.
Terra, não experimentei, “cruise control” também não.
Calcanhares de Aquiles, como já disse ferrugem nos discos é mau, o raio da bola do descanso lateral estava-me sempre a bater na bota, devia ser mais horizontal, o vidro dá uma aerodinâmica excelente e facilmente regulável, mas na posição mais alta vibra um pouco. Também pensei que a refrigeração líquida filtrasse mais os ruídos provenientes do motor, desceram de tom mas continuam lá.
 

15.646€ de maquina, um produto de qualidade e que tem tido boa valorização no mercado, no entanto somando a isso:
Pack Conforto, inclui protecção de punhos, suporte de malas, indicador de pressão dos pneus e piscas em led por, 690€;
Prack Dynamic, faróis e piscas em led, Dinamic ESA, modos de condução e controlo de tracção, computador de bordo PRO, e pré-instalação de navegação por, 2250€; 
Pack Active, Cruise control, Enduro ASC, modos de condução e rarol de alto brilho diurno por, 950€;
Pack Touring, Dinamic ESA, pré-instalação de navegação, punhos aquecidos, computador de bordo PRO e sistema de escape cromado por 1510€.
Um pau para toda a obra, cara,mas de certo vamos ver muitas nas nossas estradas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Moto Guzzi V7 Stone by Paulo Varela

O gosto por este tipo de moto levou-me a uma exaustiva escolha, resumida a dois modelos.
A Triumph Bonneville e a Moto Guzzi V7.
Surgiu a oportunidade de testar a V7, na versão Stone (que por acaso é a que mais me agrada) e não me fiz rogado. Vamos a ela!




Estética:
A moto é simplesmente fabulosa esteticamente. O motor em V faz com que tenha um aspecto imponente. Nas fotos da internet parece que a moto é estreita, mas é puro engano. É larga e "potente". As cabeças saem para fora e dá-lhe um aspecto de moto "grande". 
A versão clássica tem jantes de raios e mais cromados, mas esta Stone tem um preto basso que fica muito bem e todos os pormenores estão nesse tom. Incluindo as jantes, que são também pretas. 
Resumindo: Linda de morrer!

Motor:
Com 48,8 cavalos, não se esperaria grande comportamento desta moto. Nada mais enganador.
Tendo ponto de comparação, já que a NC700X tem sensivelmente a mesma potência, este motor é bastante mais vivo. Talvez seja pelo regime mais alto em que funciona. 
Quando se liga a moto ficamos logo envolvidos na música do motor! Que som maravilhoso! Forte, redondo, espectacular! Este barulho irá manter-se durante todo o teste, pelo que é fantástico.
Ainda parada, ao dar uma "gazada" de acelerador, ela até dá "coices". Muito engraçado!
Em andamento nota-se que este motor é muito dinâmico. Menos suave que o da X (e quando voltei para ela ainda tive mais a certeza disso) mas mais rotativo. Parece que tem mais força, apesar de não ter.
Eu estou habituado a um motor menos rotativo, pelo que aqui até dou o beneficio da dúvida se não seria a adrenalina de ter mais rotação que me deu essa sensação. Mas não me parece. Era de facto mais rápida.
Apesar disso, o motor não é tão suave como a NC, mas suave o suficiente (aliás, como já tinha lido nos testes). Tem "sangue na guelra" este motor. Nervoso e suave qb. Penso que os engenheiros da Moto Guzzi estão de parabéns, pois encontraram um bom equilíbrio entre as duas coisas.
As passagens de caixa são maravilhosas, mas sobre isso falarei mais à frente.
Quanto ao binário, foi o que já pensava. Um motor com 748cc e esta potência seria de esperar um bom binário e não me desiludiu. Tentei recuperações em mudanças altas e ela não se queixa, subindo com ligeireza. Tem um pouco menos de binário que a X, mas muito bom.
O depósito leva 17 litros, o que permite uma boa autonomia.
As revisões são de 10.000 em 10.000 km, o que me parece bom.

Transmissão:
Nunca tinha conduzido uma moto com veio de transmissão. Apercebi-me bem o que andei a perder!
A primeira impressão foi estranha. Nem conseguia arrancar bem! Já ao parar era estranho ao colocar a primeira. parece que ainda tinha mais mudanças para baixo!
Mas essa situação durou pouco. Habituei-me logo a isso!
Em andamento é que foi a surpresa! As passagens de caixa são suaves, muito bom!! A caixa é boa e precisa, ajudada por este pequeno "grande" pormenor, que para mim faz a diferença (para melhor). Fiquei encantado!

Quadro/Suspensão/Ciclistica:
A moto é baixa. Colocamos os pés no chão completamente e as manobras ficam muito facilitadas.
O centro de gravidade é baixo também e como tal, esta moto torna-se muito boa de se manusear parada.
A suspensão cumpre bem a sua missão, se bem que é ajustável e isso faz com que facilmente se chegue a um compromisso. Eu achei um pouco duro, mas não estive para parar para alterar.
Já em andamento, fiquei algo espantado com o seu comportamento em curva. Fiz vários tipos de curva e bastantes rotundas e aos poucos estiquei-me cada vez mais. Boa sensação de segurança e ao andar um pouco parece que conhecemos a moto à muito tempo. E claro que eu estava com cuidado pois não me apetecia entrar em despesas.
A posição de condução é muito melhor que esperava. Andamos confortáveis e direitos o suficiente. Não é uma moto para viagens, mas acho que se safa bem em trajectos de 300/400 km num dia!

Travões:
São Brembo e nada mais há a dizer. Travagem potente com os travões evoluídos já em malha de aço. Pena não ter ABS, nem como opção.

Instrumentação:
Como é normal neste tipo de moto, falta o relógio! Mas o resto está lá e é de fácil leitura!
Tem conta-rotações e velocímetro! O que é mais preciso, certo?
O que se pede a uma moto deste estilo? Um farol redondo, dois manómetros e siga? Pois é!

Qualidade dos materiais:
Os materiais desta moto são de excelente qualidade, como se exige a uma moto destes valores. A marca mostrou cuidado e nada foi deixado ao acaso. os fios desapareceram e os que aparecem estão alinhados e direitinhos. Os cromados parecetram-me de excelente qualidade também (mas isso só o tempo o dirá).
Não há limalhas nem coisas por limar. Está tudo no sítio e a montagem perfeita.




Outras considerações:
O banco é, para mim, o calcanhar de Aquiles desta moto! É muito duro! Nada que uma ida ao estofador de Sacavém não resolva. ;)

Pontuações (0 a 10) e Conclusão: 
Conforto: 8 (devido ao banco)
Caixa de Velocidades: 9
Qualidade de material: 9
Motor: 8
Travagem: 8
Estética: 10
Desempenho: 9
Consumos: Não medi, mas pelo stand, faz 5 litros misto.

Esta moto LINDA e muito divertida!
Para quem gosta do género vai ficar maravilhado com esta menina.
Com um preço dentro do normal, e um IUC mais baixo (54€) e a manutenção espaçada, é um forte concorrente e sem dúvida uma opção a ter em conta! A Bonnie que se cuide!!